ARTIGO 3 – A CULTURA DO FRACASSO E OS PROFESSORES

Prof. Luiz Machado, “Cidade do Cérebro”.

As condições desfavoráveis, de pobreza e falta de oportunidades, fazem os alunos acreditarem que o destino lhes reservou a situação em que vivem e por isso têm objetivos educacionais muito limitados, como também seus familiares que em sua maioria já desistiram de lutar, e incorporaram à cultura do fracasso .

Os professores se tornam vencedores ao derrotarem a cultura do fracasso.

A cultura do fracasso leva as crianças a incorporarem a ideia de que pertencem a uma categoria inferior e que estão destinadas a aceitar as condições desfavoráveis de vida e, por isso, elas próprias e seus pais estabelecem para  si  objetivos educacionais limitados e se conformam com a afirmação muito ouvida de que “Deus quis assim”.

Embora não seja verdadeiro,esse pensamento atravessa o tempo , e já destruiu e continua destruindo gerações e gerações de brasileiros….

A maior luta dos professores deve ser contra esse sentimento de menos-valia, de condenação ao fracasso. Mas não é por meio de palavras apenas, mas sim pela atitude do professor que, importa muito. O resultado dos alunos ocorre primeiro na mente dos professores. As pessoas tendem a emitir o comportamento que se espera delas, como reza o Efeito Pigmalião, formulado por Robert Rosenthal.

As crianças entram para a escola pública, principalmente pública, já com a idéia de que precisam apenas aprender a ler e a escrever , pois outros estudos não são para si.

Muitos conseguem quebrar as barreiras e concluem o ensino médio; outros poucos conseguem , terminar a faculdade, em cursos noturnos, pois precisam trabalhar durante o dia.

Os professores de alunos que foram influenciados pela cultura do fracasso, têm uma missão mais árdua, uma vez que devem reverter a formação da mente dessas crianças por meio de atitude, comportamento, pelo desejo sincero de ver o aluno prospera.

E isto não se faz só  por meio de palavras porque as palavras não mudam comportamento. Para que se mude comportamento é preciso penetrar no SAPE (Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie), como ensina a Emotologia.

A Nova Visão da Pedagogia que pregamos, toca nos significados mais profundos dos alunos, os apelos  emocionais que levam à motivação

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