Artigo 1- A CULTURA DO FRACASSO E A INTELIGÊNCIA

Prof. Luiz Machado, “Cidade do Cérebro”.

As condições desfavoráveis, de pobreza e falta de oportunidades fazem os alunos acreditarem que pertencem à cultura do fracasso e que o destino lhes reservou a situação em que vivem e por isso têm objetivos educacionais muito limitados, como também seus familiares que já não lutam. Os professores se tornam vencedores ao derrotarem a cultura do fracasso.

A cultura do fracasso leva as crianças a incorporarem a ideia de que pertencem a uma categoria inferior e que estão destinadas a aceitar as condições desfavoráveis de vida  e, por isso, elas próprias e seus pais estabelecem para si objetivos educacionais limitados e se conformam com a afirmação muito ouvida de que “Deus quis assim”…o que não é verdade, mas veio sendo introjetada nas mentes de seus pais, avós, bisavós…

          A maior luta dos professores deve ser contra esse sentimento de menos-valia, de condenação ao fracasso. Mas não é por meio de palavras apenas, mas sim a atitude do professor importa muito. O resultado dos alunos ocorre primeiro na mente dos professores. As pessoas tendem a emitir o comportamento que se espera delas, como reza o Efeito Pigmalião, formulado por Robert Rosenthal.

          As crianças entram para a escola pública, principalmente pública, já com a ideia de que precisam apenas aprender a ler e a escrever , pois outros estudos não são para si.Muitos conseguem quebrar as barreiras e concluem o ensino médio, outros, menos ainda, termina uma faculdade, principalmente em cursos noturnos, pois precisam trabalhar durante o dia.

          Os professores de alunos que foram influenciados pela cultura do fracasso têm uma missão mais árdua, uma vez que devem reverter a formação da mente dessas crianças por meio de atitude, comportamento, pelo desejo sincero de ver os alunos prosperar,  e não só por meio de palavras que não mudam comportamento, repita-se. Para que se mude comportamento é preciso penetrar no SAPE (Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie), como ensina a Emotologia.

          A Nova Visão da Pedagogia que pregamos toca nos significados mais profundos dos alunos, os apelos  emocionais que levam à motivação.

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