Muita coisa que um sistema de Aprendizagem Acelerativa prega já era preconizado por muitos educadores, digamos, desde Sócrates, filósofo grego que viveu antes de Cristo. O seu método de ensino, ou dialética, no sentido de arte do dialogo ou da discussão, era a conversão ou a interrogação ou ironia, maiêutica, palavra esta que significa “relativo ao parto”, pois aquele filósofo “partejava idéias”. A palavra ironia vem do grego eironeia, “interrogação”. A ironia socrática era um processo de ensino empregado por Sócrates que, fingindo ignorância, dirigia perguntas a seus discípulos para ver o que eles respondiam. Talvez houvesse sarcasmo nessas perguntas daí o sentido que a palavra tomou. O método socrático procura fazer desabrochar as capacidades latentes, fazendo que o aluno se desenvolva, chegue ele mesmo a conclusões. Nenhuma aprendizagem é tão marcante quanto aquela que é o fruto da própria conclusão de quem aprende.
Quando se fala em Sócrates, é sempre bom lembrar o nome do mais fiel dos discípulos de todos os tempos: Platão. Este filósofo, que foi mestre de Aristóteles, representa o modelo de aluno que admirou, respeitou e dignificou o mestre divulgando seus ensinamentos, sempre mencionando a fonte. Sócrates não escreveu nenhum livro e sua filosofia é conhecida pelos “Diálogos”, de Platão, e pelos “Ditos Memoráveis de Sócrates”, de Xenofonte, discípulo de Sócrates.
Sócrates, com seu método de desenvolver a inteligência de seus alunos, foi acusado por invejosos de corromper a juventude, sendo condenado à morte por envenenamento: teve que tomar cicuta, um poderoso veneno, o que ele fez com dignidade.
O que distingue a Aprendizagem Acelerativa de outros sistemas de ensino é que ela é o ensino/aprendizagem compatível com o cérebro, pois baseia-se nos mais recentes conhecimentos que possuímos sobre o funcionamento deste órgão, principalmente das estruturas que controlam as emoções: o sistema límbico que, juntamente com o sistema responsável pela produção de substancias químicas no organismo, principalmente o sistema glandular endócrino forma o Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (doravante mencionado pelo acrônimo SAPE, neste artigo) mais responsável pela inteligência e aprendizagem que o próprio intelecto, ou seja, o conjunto de operações com as quais atuamos de modo consciente: cognição, memória, produção convergente, produção divergente e avaliação, que constituem o intelecto básico.
Nosso trabalho “O Genoma da Inteligência - Desvendando o Código do Intelecto; Por que se Pode Aprender e Ensinar Inteligência” mostra que se podem utilizar os fatores que compõem a inteligência no processo ensino/aprendizagem, quer no preparo de aulas e material didático, que nas aulas em si.
Artigo
extraído dos livros do Professor
Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do
Cérebro
Mentor da Emotologia |