Quem ousaria ofender um imperador romano?
Não sei se o leitor já parou para pensar por que os meses de julho e agosto, embora consecutivos, ambos têm 31 dias cada um. “Julho” é dedicado a Júlio César, célebre general romano, hábil, enérgico, político muito engenhoso, e o mês de agosto a Augusto, sobrinho de Júlio César.
O mês de julho, pela seqüência natural 30/31, ficaria com 31 dias, mas o mês de agosto (de Augusto) ficaria com um dia a menos. Consta que, para evitar ferir susceptibilidade, então agosto também ficou com 31 dias, pois Augusto foi imperador poderosíssimo e ninguém ousaria aborrecê-lo. É a partir dele que o nome Augusto passou a ser usado por todos os imperadores romanos.
Falamos em susceptibilidade e daí chegamos a ego que, pela origem é o pronome pessoal latino “eu”. Na teoria freudiana, uma das três instâncias que compõem o aparelho psíquico; a saber o id, o ego e o superego.
A par de uma explicação técnica da psicanálise, podemos também conceituar o ego como a idéia que a pessoa faz de si mesma, a imagem que ela cria de si e que é susceptível de ser ferida.
Com ego formam-se palavras como egoísmo (amor exagerado aos próprios valores e interesses a despeito dos de outrem), egotismo (apreço, amor exagerado pela própria personalidade), egolatria (amor exagerado pelo próprio eu; culto de si mesmo), egocentrismo (que exibe atitudes ou comportamentos voltados para si mesmo, insensível às preocupações dos outros).
Nós imaginamos um imperador romano, com poderes tão grandes, a quem se poderia aplicar os termos acima explicados.
Quem ousaria deixar o mês de agosto com mais um dia que o mês de julho?
Vimos sucintamente até que ponto o ego exagerado pode afetar o comportamento das pessoas com repercussões sociais.
Agora, falemos do ego em relação à nossa vida pessoal e profissional. Muitas vezes, o ego, como alto conceito que a pessoa faz de si mesma, funciona como uma cortina, uma parede a impedir que se ouça o conteúdo do que o interlocutor diz ou então leva a ter sua suscetibilidade ferida com facilidade. O ego grande vê tudo dentro de sua perspectiva e distorce a realidade.
O ego exagerado leva a pessoa a confundir, por exemplo, críticas ao que ela fez com críticas pessoal. Tudo a atinge diretamente.
Na vida das empresas, precisamos distinguir claramente as críticas que são feitas ao desempenho das pessoas das críticas pessoais. Mas o ego grande encara tudo como pessoal.
A Emotologia, ao contribuir para o desenvolvimento das potencialidades como elemento de auto-realização, é um recurso para equilibrar o ego.
Professor
Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia |