Se alguém quiser saber o que é pai, podemos dizer que não é propriamente uma determinada pessoa escolhida pela Natureza, mas sim uma função, isto é, um papel a ser desempenhado por um indivíduo.
Pai é, então, aquele que ampara, que ajuda, que orienta, que dá afeto...
A função de pai pode ser exercida por que foi selecionada pela Natureza, pelo padastro, pelo padrinho, por um avô, um tio, até mesmo por uma instituição que abrigou a pessoa quando ela precisava.
Os pais querem o melhor para seus filhos. Que isso quer dizer?
A resposta é:
– que seus filhos sejam destemidos (embora muitas vezes lhes incutam medo, na suposição de que assim os educam);
– que sejam inteligentes (apesar de, geralmente não saberem como criar as condições para que eles desenvolvam a inteligência);
– que sejam criativos (não obstante, às vezes gerarem bloqueios ao desenvolvimento da criatividade deles);
– que sejam empreendedores (mas às vezes tolhem suas iniciativas, seus arrojos);
– que sejam independentes (mesmo fazendo coisas para que eles fiquem dependentes da aprovação dos pais);
– que sejam autoconfiantes (embora estejam sempre recomendando cuidado, em excesso);
– que tenham elevada auto-estima (mas em certos momentos incutem sentimentos de culpa e de menos-valia);
– que nutram valores morais e éticos (apesar de nem sempre darem o exemplo);
– que sejam sinceros (inobstante mentirem para eles e para os outros em sua frente).
O tempo que os pais investirem nos conhecimentos de Emotologia trará retorno imediato para eles próprios e para seus filhos. É um conhecimento que constitui capital intangível e de grande valor, pois o que se investe hoje proporcionará grandes dividendos, com os filhos bem colocados, em carreiras de sucesso e psicologicamente ajustados.
Realmente, não é fácil ser um pai perfeito, mas há muitos modos de ser um bom pai.
Professor
Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia |