Há
muito tempo se repete, nos mais elevados
níveis de administração,
a frase que se transformou num dito:
“pensou, errou!” e, mais
do que nunca, hoje em dia, quando
já dispomos de conhecimentos
científicos que mostram a possibilidade
de tomar decisões em alta velocidade,
ela se torna bem oportuna.
Outra
afirmação que tem cabimento
nos dias correntes é que a
reflexão é para filósofos,
não para altos executivos.
Refletir é uma operação
do intelecto que demanda tempo, e
tempo é o recurso mais precioso
que existe, por isso precisamos maximizar
o seu uso.
Nós
temos duas mentes: a consciente, que
toma conhecimento da própria
existência e tem capacidade
de perceber, de pensar, comparar,
analisar, avaliar, raciocinar etc.,
e a mente não consciente, que
funciona abaixo do limite inferior
da mente consciente e capta tudo pelos
sentidos comuns (percepção)
e sentidos especiais por um processo
que chamamos de subcepção.
Avalia-se que a mente consciente (em
especial, o hemisfério esquerdo
do cérebro) lide com dados
e informações na ordem
de 40 bits por segundo, enquanto a
mente não consciente (sistema
límbico e o hemisfério
direito do cérebro) atinja
a velocidade que vai de 1 milhão
a 10 milhões de bits por segundo.
É
justamente essa enorme diferença
a respeito dos dados e informações
colhidos e processados que permite
a intuição, que é
uma resposta em alta velocidade para
tudo aquilo que seja útil à
autopreservação e preservação
da espécie.
Ora,
se temos uma faceta da mente com altíssima
velocidade de coleta de dados e informações
e capacidade de processamento também
em altíssima velocidade, podemos
aproveitar esse fabuloso recurso para
tomar decisões em alta velocidade,
sem desprezar os processos racionais
para analisar, avaliar as conseqüências
das decisões que tomarmos,
numa fase posterior à primeira
idéia que surge como hipótese
de decisão.
E,
como desenvolver a capacidade de tomar
decisões em altíssima
velocidade?
a) conhecendo o processo de como elas
podem ocorrer, cujo esboço
de explicação foi dado
acima reconhecendo a validade desse
processo, valorizá-lo e crer
na sua eficácia.
b)
Em seguida, habituar-se a reconhecer
a primeira resposta que a mente não
consciente oferece. Ela é geralmente
a melhor, mas nem sempre estamos preparados
para perceber as soluções
que o nosso sistema de autopreservação
e preservação da espécie
(SAPE) nos oferece.
Com
estas informações em
mente, e quando surgirem esses lampejos,
esses discernimentos súbitos
(também conhecidos como “insights”),
devemos ficar atentos para podermos
aproveitar corretamente o que nosso
cérebro mostra para quem está
com a percepção preparada.
Artigo
extraído dos livros do Professor
Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do
Cérebro
Mentor da Emotologia |