A
palavra capital, em sua
origem mais remota, vem do radical
indo-europeu kap, "cabeça",
daí a idéia de "principal"
que ela desperta. Com efeito, no
mundo dos negócios, o capital
é o principal, uma vez que
um empreendimento é o emprego
de capital para torná-lo
produtivo. O lucro é a remuneração
do risco do investimento. O empreendedor
corre esse risco e só perde
se o capital intelectual for pequeno.
Entre
o capital empregado e os produtos
e serviços gerados está
a função gerencial
em que se inclui o capital intelectual.
À função gerencial
compete tornar produtivos bens e
serviços. Gerir e gerar são dois
verbos irmãos.
O
dicionário define capital como "riqueza, com dinheiro
ou propriedade, usada ou acumulada
em negócios por indivíduos,
sociedades ou empresas". Diz também
que é todo bem econômico
aplicado à produção.
Ainda mais: diz que é toda
riqueza capaz de produzir renda.
Mas essa é uma conceituação
antiga, pois hoje, com a evolução
da perspicácia e sagacidade
do empreendedor, inclui-se no capital
da empresa insumos invisíveis
como a inteligência, a criatividade,
o conhecimento, a intuição,
que está relacionada ao feeling . É mesmo de estranhar
que não se tenha, desde logo,
incluído na definição
de capital justamente aquilo que
vai gerar a riqueza material: o
capital intelectual. Assim, hoje
em dia, a definição
de capital deve ser: "riqueza, com
insumos invisíveis como inteligência,
criatividade, conhecimento acumulados
por indivíduos, por meio
de livros, cursos, congressos, seminários,
vivências, dinâmicos
encontros para troca de experiências,
dinheiro ou propriedade, usada ou
acumulada em negócios, por
indivíduos, sociedades ou
empresas".
Até
aqui, quando se enumeravam os bens
que constituem o capital de uma
empresa, só a parte material
era mencionada, embora, o capital
intelectual dessa empresa fosse
o mais valioso, pois toda empresa
de sucesso deve seu resultado ao
talento de seus recursos humanos.
E talento pode ser treinado. Qualquer
coisa, antes de se tornar um bem,
foi antes uma idéia implementada
pelo capital intelectual.
É
mais fácil mencionar os bens
que se podem ver, de maneira direta,
enquanto o capital intelectual tem
que ser medido indiretamente por
meio de resultados conseguidos com
a ajuda de cursos que a pessoa tenha
feito, de seminários de que
tenha participado, de palestras
a que tenha assistido, de congressos
a que tenha ido etc. A Universidade,
em sua função de ensino,
mede seu capital intelectual pela
produção acadêmica:
livros, artigos, palestras, participações
em congressos, encontros, jornadas,
artigos escritos, seminários,
reuniões etc. A empresa deve
medir seu capital intelectual pelos
resultados apresentados.
A
empresa não está interessada
na inteligência pela inteligência,
ou na criatividade pela criatividade,
mas sim no que a inteligência
e a criatividade do pessoal de sua
empresa podem realizar para ela,
com reflexos sociais.
Todos
os bens que existem foram extraídos
- e continuam sendo - da Terra e
transformados em riqueza pelo capital
intelectual.
Professor Luiz Machado,
Ph.D.
Cientista
Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia |