Neste contexto, a palavra teoria significa “conjunto de regras ou leis sistematizadas para orientar a ação”.
- Teoria do pensamento de lado.
Pelo que sabemos, a expressão “pensar de lado” teve origem com Paul Souriau (1852 – 1926), com seu livro “Théorie de L’Invention”, de 1881, em que diz: “pour inventer, il fant penser à cote” (para inventar, é preciso pensar de lado). Mais tarde, Albert Einstein (1879 - 1955) expressa a mesma idéia espraiada em sua obra, especialmente em “Como Vejo o Mundo” e “Dos meus últimos anos”.
Cabe aqui uma explicação quanto ao termo invenção, que era usado para a faculdade de criar, de conceber algo novo ou de pôr em prática, de executar uma idéia, uma concepção.
Invenção era a palavra usada para criatividade, antes de esta palavra ser usada, o que começa a acontecer em 1934, mas tem sua grande divulgação na década de 50, quando surge a ação intensa e planejada para divulgação de produtos e serviços, idéias, doutrinas etc.) o chamado boom de marketing. Com isso, usou-se a palavra criatividade para indicar a necessidade de tornar produtos obsoletos e criar novos produtos. Assim, criatividade é uma função de marketing e tem suas regras e técnicas para seu desenvolvimento nas pessoas e nas empresas.
- O Pensamento Lateral, De Edward de Bono.
Edwardo De Bono, de nacionalidade inglesa, nasceu em 1933, graduou-se em Medicina, Psicologia e Filosofia e desenvolveu a teoria de Souriau, tendo escrito, dentre outros livros, “O Pensamento Lateral” e “ O Pensamento Lateral na Administração. Chamou de pensamento Vertical o pensamento lógico tradicional e de pensamento lateral o que contradiz princípios do pensamento lógico tradicional.
- Teoria do Ócio Criativo, de Domenico De Masi (nascido em 1938)
Esta teoria combate o impasse a que se chegou com a lógica aristotélica, do silogismo, que conduz ao pensamento por uma via só. Se podemos tirar algo de prático das idéias de De Masi, seria a criatividade provocada pelo afastamento do pensamento lógico que orienta a civilização ocidental e buscarmos no interior das pessoas, livres dos grilhões da lógica tradicional, as idéias novas. Como se vê, não é propriamente uma teoria da criatividade, vista esta, como é realmente, uma função de marketing.
Podemos aprofundar a teoria do ócio criativo com a idéia do Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (SAPE) que é a interação do sistema límbico (conjunto de regiões do cérebro mais responsáveis pelas emoções) e o sistema glandular endócrino. O SAPE, pela pré-percepção, percepção e metapercepção, é capaz de encontrar soluções.
Do livro “O Ócio Criativo” Domenico De Masi também se pode concluir que com a nova organização do trabalho, cada vez sobra mais tempo e surge, então mais oportunidade para a criatividade como criação, daí ócio criativo.
Outro autor que tem escrito sobre a ascenção da classe criativa e como ela está transformando trabalho, lazer, comunidade e a nova competição por talento é Richard Florida, em seus livros “The Rise of the Creative Class” (A Ascenção da Classe Criativa) e “The Flight of the Creative Class” (O Vôo da Classe Criativa), ambos sem tradução em português até aqui.
- Teoria das Relações Analógicas
Quando se fala em criatividade vem logo a idéia de “técnicas”, mas, na verdade, não se treina a criatividade pela criatividade.
Antes de chegar à criatividade, há uma educação anterior dos sentidos, da cognição, da busca de semelhanças e dissemelhanças e, finalmente, da busca e encontro de relações analógicas, isto é, pontos ocultos de afinidade que, no espaço, relacionam duas ou mais coisas.
Assim, nós desenvolvemos a teoria das relações analógicas, uma teoria que realmente orienta as ações para chegar-se à criatividade. No livro “Por uma Teoria da Criatividade/Inovação” fizemos um estudo profundo de analogia para concluir com a criação desta técnica.
Professor
Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia