Pelas minhas pesquisas, o autor mais antigo que usou essa afirmação é Paul Souriau (1852 – 1926), em seu livro “Thèorie de L’Invention”, de 1881, na forma “pour inventer, if faut penser à cote”. Mais tarde, Einstein também expressa a mesma idéia espraiada por sua obra, principalmente em “Como Vejo o Mundo”. Mas, o que é “pensar de lado”?
Para entender o sentido da expressão, vamos classificar o pensamento um “pensamento vertical” e “pensamento lateral.” O primeiro indica a operação mental que é seqüencial, isto é, a etapa seguinte é conseqüência lógica da etapa anterior. É também chamado de pensamento linear ou “por uma via só”. Quando uma pessoa não usa o pensamento vertical, geralmente se diz que a conclusão “não é lógica”.
Pensar de lado é fugir ao pensamento linear, seqüencial, em que o conseqüente depende, de maneira lógica, do antecedente. É pensar com todas as vertentes de uma situação, de um objeto etc. Nós treinamos o pensamento lateral, procurando decompor uma situação, uma coisa em muitas relações, como, por exemplo, atributos, qualidades, características,funções etc. e, em seguida, procurando outras relações de situações, outras coisas que se unam, que tenham afinidade por traços semelhantes. A isso se chama de semelhanças nas relações, que é o núcleo da analogia.
Professor
Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia
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