Os diretores, superintendentes, gerentes e supervisores têm de ser cada vez mais responsáveis por seus postos de trabalho (e pelos postos dos trabalhadores), não só para “ver” problemas, resolvê-los e decidir quais as soluções mais adequadas às situações de mudanças. Manter-se no posto de trabalho ficará cada vez mais complicado para quem não souber o que está acontecendo. A mudança vem subrepticiamente, às vezes silenciosa como uma serpente caminhando para dar o bote.
Neste assunto, o que se chama hoje de competência é a capacidade de entender que as condições de produtividade são cada vez mais marcadas pela exigência de qualidade, pela modernidade e pela competitividade.
As empresas precisam assumir as mudanças: isto significa que não só seus executivos, mas todos os trabalhadores, têm de pensar como empresários. A melhoria da qualidade da formação, mesmo em cursos ad hoc, isto é, preparados para o desempenho de funções específicas, geralmente novas, desde que focados no desenvolvimento das potencialidades cognitivas.
A maior segurança no emprego hoje em dia é investir no potencial de adaptabilidade e empregabilidade, o que é algo totalmente diferente do que normalmente se faz.
Por trás da empregabilidade escondem-se perfis de aquisição necessários à manutenção dos postos de trabalho, e todos esses perfis dependem de fatores cognitivos emanados dos conhecimentos que os executivos devem ter.
O investimento que o executivo fizer em si mesmo determinará seu nível de empregabilidade. A distinção entre os candidatos a postos de trabalho, e há uma fila atrás de cada um que está empregado, é hoje feita em termos cognitivos, quem tem maior capacidade de aprender a aprender e aprender a reaprender para ir se adaptando às novas exigências.
O profissional que quiser manter-se no mercado em condições de competir terá de fazer um grande esforço para enriquecer-se como recurso humano.
Cada executivo deve fazer a si mesmo a pergunta: “Qual é meu potencial de empregabilidade, hoje? E daqui a seis meses? Daqui a um ano? Como evitar que a resposta seja aterradora? A resposta é: pelo desenvolvimento das funções cognitivas.
Muitos executivos partem da noção falsa de que dispõem de funções cognitivas desenvolvidas para aprender e reaprender. Eles precisam, em primeiro lugar, extrair das informações, dos conteúdos com que lidam, processos e estratégias cognitivas.
Ficar fora do mercado provoca o sentimento de rejeição – um dos piores que o ser humano pode sentir -, além do sentimento de culpa por não ter-se adaptado a tempo. Além do mais, quem se prepara para o imprevisível não tem o sentimento de medo, hoje muito espraiado no ambiente empresarial.
Pode-se avaliar o efeito aterrador do coquetel preparado com o medo, o sentimento de culpa e o fantasma da rejeição.
Professor
Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia
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