Não há memória ruim, e, sim, memória mal treinada.
Tem havido um grande equívoco na maneira como se tem pretendido treinar a memória.
A memória é uma das funções cognitivas e não é um segmento isolado no processo mental; ela não é causa e, sim, conseqüência; portanto, não se treina a memória pela memória, como pretendem certas abordagens e “jogos para a memória”.
A memória depende da cognição, que é a operação do intelecto pela qual entramos em contato com o meio ambiente e estruturamos as informações. A memória depende da cognição; por isso, treinar a memória deve significar, na verdade, treinar a cognição. E quem fala em treinar a cognição, fala em treinar os sentidos, que são os veículos de levar informações aos centros que vão registrá-las, sendo o maior deles o cérebro.
Para se ter boa memória é preciso, em primeiro lugar, estar ciente de que não há memória ruim e, sim, cognição mal treinada; então, para adquirir uma “boa” memória, podemos fornecer algumas “dicas”, o que será objeto de nosso próximo artigo.
Professor
Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia
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