Costuma-se dizer, no meio científico, que tudo começou na Grécia antiga. Quem nunca estudou alguma coisa relacionada a Pitágoras, Erastóstenes, Aristóteles, Sócrates, Platão, Tales de Mileto, poetas trágicos como Sófocles, Eurípedes e outros?
Os gregos antigos atribuíam enorme poder à crença, tanto que tinham um grande número de deuses. Será que já sabiam o que hoje começamos a aceitar que a crença é um fenômeno biológico, já que mexe no sistema glandular endócrino? Sabemos de certeza que o comportamento e a bioquímica se originam um do outro (ou um da outra...).
Os gregos antigos consagraram uma deusa à vitória, a qual chamavam Nikê (nome hoje usado por uma empresa de material esportivo), muito relacionada à deusa Psychê, “alma personalizada”, “ânimo”.
Na nossa visão científica, a Psychê é a integração do sistema nervoso central (cérebro e medula) com o sistema glandular endócrino (glândulas pineal, hipófise, paratireóides, tireóide, timo, fígado, ilhotas de Langerhans (grupos de células que produzem insulina no pâncreas), rins, supra-renais, ovários (nas mulheres), testículos (nos homens)). Essa integração é o que chamamos, em Emotologia, de SAPE (Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie), que pode ser voluntariamente mobilizado pela produção de quadros mentais emotizados, isto é, revestidos de fortes emoções, entusiasmo, determinação, certeza inabalável nos resultados, ausência de dúvidas; enfim, a crença na deusa Nikê.
Na verdade, a vitória nos esportes é o treino para a vitória na vida, que representa combate, luta, disciplina, determinação e constância aos objetivos. Os gregos antigos davam tanta importância aos esportes para a vida que criaram os jogos olímpicos em 776 antes de Cristo, os quais se transformaram nas Olimpíadas. Deles também vem o termo “maratona”, derivado de Marathon, uma aldeia da Grécia.
Ainda há poucos dias, verificamos como a vitória pode ser buscada. O exemplo é o resultado do recente jogo entre Flamengo e o Nacional, do Uruguai, no Maracanã, Rio de Janeiro. Os jogadores do Flamengo estavam um tanto abatidos, em decorrência da derrota em jogo anterior com outro time brasileiro, mas o psicólogo da equipe, Dr. Paulo Ribeiro, momentos antes da partida internacional, passou para os jogadores o vídeo “Escolhas”, da Cidade do Cérebro, como noticiaram vários órgãos da imprensa e o resultado da partida foi o que se viu: Flamengo 2 x 0.
É bom ouvirmos o que disse o jornal “O Globo”, no dia seguinte ao jogo: “...o técnico Joel Santana só tinha elogios para seus jogadores após o jogo. Não por terem feito uma grande partida, mas sim pela determinação apresentada durante os 90 minutos.”
O comentarista Fernando Calazans, no Globo de sexta-feira, 21-03-08, diz “O grande ensinamento para o Flamengo é que amor, raça, paixão, sacrifício, esforço, combate, perseverança – Tudo isso é uma coisa muito bonita.”
Viva a mensagem de “Escolhas”!
Professor
Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia |